Posts tagged ‘linux’

  • CPU flags 2

    Data:2011.10.19 | Categoriacuriosidade | Resposta:0

    Em busca de maior detalhamento sobre o arquivo /proc/cpuinfo, encontrei mais algumas informações interessantes, como, checar se há o recurso de Turbo Boost no seu processador ou páginas aninhadas. Veja:

    • ida – Intel Dynamic Acceleration (Turbo boost);
    • ept – Intel Extended Page Table;
    • npt – AMD Nested Page Table;
    • ht – HyperThreading;
    • hypervisior – É uma máquina virtual sobre um hypervisior.

    Mais informações podem ser encontradas no arquivo cpufeature.h do código-fonte do Linux. Sua localização pode variar de acordo com a versão do kernel. Em 3.0.0 para uma máquina x86, está em arch/x86/include/asm.

  • Gerar coredump em programa C

    Data:2011.09.13 | Categorialinux | Resposta:2

    Quando um programa termina inexperadamente, o Linux pode gerar um dump da área de memória deste programa no momento do crash, para depuração. Acontece que o seu ambiente pode estar configurado para não gerar esse dump. Uma maneira de conferir isto é executando o seguinte comando:

    # ulimit -c

    O número retornado é o tamanho máximo que o coredump pode ter em kb. Caso seja 0, significa que não será gerado coredump. Para garantir a geração, o valor pode ser especificado como infinito:

    # ulimit -c unlimited

    O problema é que seu programa pode estar rodando em uma sessão diferente, e assim, os limites podem varias. Desta maneira, o próprio programa pode alterar este parâmetro em tempo de execução. Segue um pequeno código de exemplo:

    #include <signal.h>
    #include <sys/time.h>
    #include <sys/resource.h>
    
    int main(int ac,char *av[]) {
    struct rlimit limit;
    limit.rlim_cur=RLIM_INFINITY;
    limit.rlim_max=RLIM_INFINITY;
    
    setrlimit(RLIMIT_CORE,&limit);
    printf("%d\n",10/0);
    
    return 0;
    }
    

    Neste exemplo, foi usada a struct rlimit. Seus membros são rlim_cur e rlim_max, sendo eles softlimit e hardlimit respectivamente. O valor definido para ambos foi infinito (RLIM_INFINITY). Para efetivar a alteração, usa-se a função setrlimit. Veja que este código exemplo irá terminar  em crash, pois há uma divisão por zero e o coredump deverá ser gerado.

  • procps-dev

    Data:2011.03.09 | CategoriaDicas, linux, slackware, utilidades | Resposta:0

    Essa semana precisei implementar uma função da biblioteca libproc para que meu programa só permitisse uma instância. O problema é que eu precisava dos headers do pacote procps, mas por padrão o Slackware não instala.

    Por isso, precisei fazer manualmente, baixar o pacote, desempacotar e copiar para a pasta de headers. Não sei se futuramente esses valiosos arquivos serão inclusos no pacote oficial, mas de qualquer maneira, eu criei um SlackBuild que possa ajudar quem está na mesma que eu.

    #!/bin/bash
    MIRROR=${MIRROR:-http://ftp.belnet.be/packages/slackware/slackware_source/}
    VERSION=${VERSION:-3.2.7}
    ARCH=noarch
    BUILD=${BUILD:-2duderamos}
    CWD=$(pwd)
    TMP=${TMP:-/tmp}
    PKG=$TMP/package-procps-dev
    
    rm -rf $PKG
    rm -rf $TMP/procps-$VERSION
    if [ ! -f procps-${VERSION}.tar.gz ];then
      wget "${MIRROR}/a/procps/procps-${VERSION}.tar.gz" || exit 1
    fi
    
    cd $TMP
    
    tar xzvf $CWD/procps-$VERSION.tar.gz || exit 1
    
    mkdir -p $PKG/install
    mkdir -p $PKG/usr/include/procps
    mkdir -p $PKG/lib
    
    cd $TMP/procps-$VERSION
    cp proc/*.h $PKG/usr/include/procps
    cat $CWD/slack-desc > $PKG/install/slack-desc
    cat $CWD/doinst.sh > $PKG/install/doinst.sh
    
    cd $PKG
    
    makepkg -l y -c n $TMP/procps-dev-$VERSION-$ARCH-$BUILD.txz
    
    rm -rf $TMP/procps-$VERSION.tar.gz
    rm -rf $TMP/procps-$VERSION
    rm -rf $PKG
    
  • Meu ambiente de trabalho

    Data:2010.12.28 | Categoriavariedades | Resposta:0

    Convencido a escrever sobre meu ambiente de trabalho por Lucas Catón, descreverei meu ambiente de trabalho.

    Sou administrador de redes, e atuo mais fortemente na administração de servidores GNU/Linux, muito embora existam algumas ‘janelas’ por aqui. Sou usuário e apaixonado pelo sistema do pinguim desde 2005, que foi quando comecei no meu primeiro emprego na área de suporte técnico em um provedor de Internet via rádio.

    Minha equipe de trabalho até podia ser melhor tecnicamente, mas não creio que a amizade que temos seja facilmente superada. Passamos momentos de bonança e aflições (quando um servidor simplesmente vai dessa para melhor) e sempre aprendemos muito com cada passo dado.

    Como gosto de programação básica, acabo produzindo algumas ferramentas que me ajudem no dia-a-dia, programadas em shell, PHP, mas geralmente no bom e velho ANSI C.

    Gosto muito da minha profissão, mesmo que esteja precisando urgente de férias!!!

    Indico aos meus amigos à escreverem o mesmo:

  • AltGr em Linux no Acer Aspire 7520

    Data:2010.12.04 | Categorialinux | Resposta:0

    Tive um problema com o teclado do meu notebook. Mesmo que eu carregasse a layout correta, br-abnt2, a combinação das teclas AltGr + q e AltGr + w não produziam os caracteres ‘/ ‘e ‘?’ respectivamente no console. Dentro do KDE4 funcionava perfeitamente.
    A solução foi adicionar ao arquivo /usr/share/kbd/keymaps/i386/include/linux-with-alt-and-altgr.inc do meu Slackware64 13.1 as seguintes linhas:

    altgr keycode  16 = slash
    altgr keycode  17 = question
    

    Com isto, adicionei no mapeamento do teclado a combinação necessária. Para carregar, usei o comando:

    loadkeys br-abnt2
    
  • Repositório local Slackware

    Data:2010.11.24 | CategoriaDicas, linux, slackware | Resposta:0

    Que usuário Slackware nunca pensou em criar em sua rede um repositório local dos pacotes current? Bem… eu já. Como tenho vários servidores Slackware em minha rede, seria muito mais fácil puxar tudo de uma vez e manter sincronizado a cada período.

    Pesquisando na Internet como eu poderia fazer isso, encontrei a solução implementada por Eric Hameleers em seu blog. Logo baixei e fiz funcionar. Pronto, agora só me falta configurar o slackpkg de todos.

  • linkfailover 1.0 testado e aprovado

    Data:2010.11.23 | CategoriaDicas, linux, redes, servidores | Resposta:0

    Hoje finalmente consegui implantar uma solução para falha de links no meu Linux. O linkfailover assume um gateway como sendo primário e uma lista de outros alternativos. Caso o primário falhe, ele busca na lista de alternativos um que esteja disponível para assumir a saída de pacotes. Acredito que existam outras implementações para essa solução, mas esta foi a que casou perfeitamente com a minha necessidade. Faça o download aqui.

  • Montar partição de VM em host

    Data:2010.10.26 | CategoriaDicas, linux, utilidades, virtualização | Resposta:0

    Há momentos em que é necessário trabalhar com um disco ou partição de um servidor Linux sem que ele seja usado no boot. Normalmente em PCs usamos um disco de boot que nos entrega um shell para darmos comandos. Geralmente isto é feito para depuração de problemas na partição.

    Em máquinas virtuais baseadas no KVM, é possível montar uma partição de uma máquina virtual no servidor hospedeiro. Para isto, basta usar o módulo Network block driver (nbd). Para habilitar, verifique se sua configuração do kernel contém “CONFIG_BLK_DEV_NBD=m” ou “CONFIG_BLK_DEV_NBD=y”. Caso seja um módulo, basta carregá-lo com o modprobe.

    modprobe nbd max_part=63

    Mais informações, use: modinfo nbd.

    No pacote do qemu-kvm, vem uma ferramenta chamada qemu-nbd. Com ela, basta conectar algum dos arquivos de bloco nbd à imagem do disco virtual. No meu caso:

    qemu-nbd -c /dev/nbd0 /dev/logical/dns2

    .

    Ele critou outros arquivos de blocos, representando todas as partições do meu disco virtual: /dev/nbd0p1, /dev/nbd0p2 e /dev/nbd0p3. Com isto, basta eu montar este bloco a alguma pasta do sistema, como no exemplo:

    mount /dev/nbd0p1 /mnt/tmp

    Vale lembrar que o hospedeiro precisa ter suporte ao sistema de arquivos da partição que será montada.

    Para desconectar, é preciso desmontar as partições montadas anteriormente e desconectar o dispositivo.

    qemu-nbd -d /dev/nbd0

    Mais informações use “qemu-nbd -h” ou “man qemu-nbd”.

  • Estender partição

    Data:2010.10.20 | Categorialinux, servidores, utilidades, virtualização | Resposta:0

    Como toda invenção, meu aprendizado é orientado à necessidade. Recentemente passei por um sufoco de espaço em disco em uma máquina virtual minha, que opera sobre um servidor Linux com KVM. Para melhor gerência, meus discos virtuais estão alocados como volumes lógicos LVM2, o que facilitou muito meu trabalho neste momento.

    No meu caso, eu tinha uma VM montada sobre um volume de 10GB, e eu desejava expandir este espaço para 30GB, sem ter que anexar outro volume. Segui rigorosamente estes passos: parar a VM, expandir o volume lógico, dar boot com um CD ou pendrive de boot da distribuição, recriar a tabela de partições com o fdisk com os novos valores, estender a partição ext4 com resize2fs. Acompanhe mais detalhadamente abaixo.

    Volume lógico

    Antes de mais nada, a máquina virtual deverá estar desligada. No servidor hypervisior, execute o seguinte comando:

    lvextend -L +20G /dev/logical/plutus

    Isto faz com que meu volume lógico ‘plutus’ seja aumentado em 20GiB (veja diferença entre GiB e GB)

    Partição física do disco virtual

    Depois de o volume esticado, basta dar o boot na máquina virtual usando um disco de boot externo. Isto é importante porque vamos mexer na estrutura básica das partições. No meu caso eu uso Slackware64 13.1 e fdisk, mas nada impede de usar outra distro e ferramenta. O importante é que não haja formatação na finalização do processo. Aqui, assume-se que você saiba usar a ferramenta escolhida.

    Na minha VM, eu tenho duas partições: / (root ou barra) como sda1 de 9,5GiB e swap como sda2 0,5GiB. Neste passo, preciso entrar no fdisk no dispositivo sda e excluir as duas partições. Mas calma! Isto não fará com que você perca seus dados, pois estamos apenas mexendo no mapeamento das partições, onde começa e termina o que. Depois de excluir, criei a partição número 1, que corresponde ao / com o tamanho de 29,5GiB e o restante para swap. Aqui é importantíssimo que se observe o início da partição 1, que deverá estar no mesmo bloco da anterior. Caso contrário, os dados ficarão inacessíveis. Feito isto, basta salvar a nova tabela de partições.

    Estendendo a partição ext4

    Aproveitando que não estamos rodando em cima do disco em questão, vamos efetivar o tamanho da partição útil do sistema. Para isto usarei o comando resize2fs do pacote e2fsprogs. Este passo é muito simples, basta usar o comando:

    resize2fs /dev/sda1

    Isto fará com que ele aumente a partição ext4 para o máximo possível, no caso 29,5GiB. É provável que ele solicite uma checagem com o fsck antes de fazer isto. Basta usar o comando:

    fsck /dev/sda1

    Finalização

    Agora, basta testar. Antes mesmo de um boot no disco principal, tente montara nova partição:

    mount /dev/sda1 /mnt

    Se tudo correu bem, você poderá navegar na nova partição pelo ponto de montagem /mnt. Agora basta dar um reboot usando o disco principal.

  • KVM+libvirt em hugepages

    Data:2010.09.27 | CategoriaDicas, linux, virtualização | Resposta:1

    O uso de hugepages em domínios KVM no libvirt é muito simples, e pode ser aplicada tanto em VMs já instaladas como em novas. Na definição do domínio, certifique que haja a seguinte estrutura:

    ...
    <memoryBacking>
    <hugepages/>
    </memoryBacking>
    ...
    

    Para não haver problemas, certifique também que há páginas suficientes para hospedar a quantidade de memória do domínio. Lembrando que em um sistema x86 32 bit e 64 bit, ocupam 4096KB e 2048KB respectivamente. Sendo assim, um domínio de 256MB deverá ter disponível 64 páginas para um processador 32 bit e 128 páginas para um 64 bit.

    Para descobrir quanto há de páginas disponíveis, verifique o arquivo /proc/meminfo:

    [ćode lang="bash"]grep -i huge /proc/meminfo[/code]

    O libvirt também tem que estar preparado para gerenciar domínios com hugepages. Para ativar este recurso, o arquivo /etc/libvirt/qemu.conf deverá conter a seguinte opção, sendo /dev/hugepages o caminho para acesso à hugepages (como mencionado no post anterior):

    hugetlbfs_mount = "/dev/hugepages"

    Feito isto, basta reinicializar o libvirtd para que as configurações tomei efeito e inicializar o domínio configurado. Verifique o uso das hugepages para confirmar seu uso.