Arquvo de ‘“viagens”’
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Rede de conhecimento
Hoje de manhã, em conversa com meu companheiro de trabalho, banda e principalmente grande amigo Valdecir, acabei viajando de como é, na minha visão, a construção do conhecimento na nossa mente. É lógico que não tenho embasamento neurológico, psicológico ou qualquer outro *lógico. Isso é apenas fruto da minha imaginação e bom senso.Um dia eu pensei: Melhor que ser especialista em qualquer assunto, é ser especialista em aprender. Assim eu poderia aprender hipoteticamente qualquer assunto com maior facilidade. E foi isso que tentei fazer.
Os 3 níveis
Não me lembro bem onde e quando aprendi isso, mas a ‘sabedoria’ ocorre em três níveis: dados, informações e conhecimentos. Para melhor entender, vou usar analogia.
Dados
Dados são isolados e não carregam muitos significados. Se eu apenas disser ’10′, não há sentido algum, mas é um dado.
Informações
Estas são formadas de reunião e sintetização dos dados. Neste nível, significados começam a surgir, mas continuam incompletos. Posso agora dizer ‘faço café com 10 colheres de açucar e 6 colheres de pó de café’. Informações já se mostram mais úteis que os dados.
Conhecimentos
Os conhecimentos são sínteses de informações e dados. Estes geralmente incluem conclusões lógicas de experiências. Assim posso concluir que ‘se eu usar 8 colheres de açucar com 8 colheres de pó de café posso produzir uma bebida menos doce e mais saborosa’ e ‘caso use mais água, preciso seguir a proporção de açucar e café para manter o mesmo sabor’.
Com isso, percebi que dá para estabelecer relações entre praticamente qualquer assunto, diretamente ou indiretamente, assim como contatos numa rede social e a própria Internet. Assim, eu posso encadear dados, informações e conhecimentos uns com os outros e facilitar a produção de mais conhecimento com o cruzamento de dados e informações. Isto também permite a mente manter vivamente na memória e facilita o acesso rápido e íntegro de nossas memórias.Comigo é mais ou menos isso o que acontece, e acredito que seja uma boa forma de amarrar nossas experiências. A palavra-chave é: Conectar.
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Ideia maluca
Não é a primeira vez que penso nisso, mas realmente nunca fui muito além. Eu tenho um costume de ficar pensando doideiras enquanto faço coisas sozinho, tipo dirigindo pra casa, malhando na academia, esperando em alguma fila…Ontem, na academia, relembrei uma ideia que já tinha tido enquanto observava o pessoal malhando. Como o calor chegou, muita gente passa a se preocupar com o físico e o ambiente fica cheio. O objetivo da maioria é queimar gordurinhas. Olhando pro lado biológico da coisa, gorduras são reservas de energia que o corpo acumula, e queimar gordura, seria queimar energia.
Para queimar energia, as pessoas fazem exercícios, se mexem, e isso produz duas coisas que eu achei evidentes: calor e movimento. Se as usinas de energia geram energia por meio de movimento ou calor, porque não podemos aproveitar o resultado da queima de gordurinhas para produzir energia elétrica? Lógico que a energia gerada no ambiente da academia nem se compara à quantidade colossal de combustível que se usa nas usinas, mas será que se isso fosse adotado não poderia pelo menos contribuir com a alimentação elétrica da própria academia? Imaginem bicicletas e esteiras com dínamos, captadores de calor e outras geringonças mais ‘roubando’ energia dos atletas para reaproveitar?
Bem, como não sou engenheiro, isso é apenas uma ideia flutuante. Não sei se é viável comercialmente e tecnologicamente, mas talvez seja uma coisa bacana pra se pensar… -
Grandeza invisível
Na física, aprendemos que existem duas grandezas para medir, as escalares e as vetoriais. Explicações a parte, as escalares são aquelas na qual o valor sempre é em módulo, enquanto que as vetoriais consideram o sinal para definição do sentido. No caso, eu estou falando de uma grandeza que está presente em todos os momentos da nossa vida e dificilmente percebemos, ou melhor, damos atenção à ela, a grandeza vetorial do tempo.Noutro dia, enquanto dirigia pra casa, fiquei pensando sobre o tempo e a importância dele para nós. Sem perceber usamos a referência do tic-tac. Ao observar minha namorada dançar em uma aula de ginástica, percebi como é impressionante a sincronia entre os bailarinos.
Na aula, o professor colocava uma música, na maioria um axé, e ia dando instruções de passos. O que me impressionou foi a rapidez com que as meninas (sim, eram todas meninas) encontravam o pulso da música e entravam em sincronia.
A mesma coisa acontece com músicos de uma sinfonia. Dezenas de músicos com cada grupo responsável por um timbre, por momentos de notas e silêncios, trabalhando em consonância na reprodução de uma música em compassos certos.Na engenharia este respeito pelo relógio está presente, e um exemplo são os motores, que têm seus pistões e válvulas rigorosamente alinhados e postos para agir em sincronia com outros. No trânsito nas ruas e avenidas também vemos todos os dias um maestro, que alternando suas luzes vermelha, amarela e verde, coordena em função do tempo, o fluxo dos automóveis.
Isso sem olhar par a necessidade de dividir esta linha, que dizem ser infinita, em períodos cíclicos, como dias, semanas, meses, anos…
Seguindo essa linha, percebo que Albert Einstein estava certíssimo ao relacionar intimamente o espaço e o tempo. Além de estarmos conectados ao Universo através das distâncias escalares, nossa participação na existência não pode ser posteriormente negada nem por Deus, pois está gravada de maneira única num período em que nunca mais voltará.
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Ele
Embora existam dos mais diversos nomes, eu conheço apenas um pronome como referência: Ele. Dizem que Ele está no céu, mas não é o mesmo que podemos ver e sentir. É um que, nem mesmo com uma super nave espacial poderemos ir. Apesar de existirem diversas versões e maneiras de representá-Lo e vivê-Lo, eu certamente talvez tenha uma dúvida que com certeza Ele está lá (mesmo sem saber exatamente onde é ‘lá’) desejando que compreendamos Sua proposta.
Uma coisa que realmente acredito: O bem é bom, então vou multiplicá-lo.
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Certificações
Há um tempo já venho refletindo sobre a real importância de um certificado em tecnologia da informação. Se for pensar bem, aquele documento não comprova que o profissional realmente sabe o que faz e/ou tem melhor experiência que outro profissional não certificado. A única certeza é que aquela pessoa se saiu bem numa prova e pronto.
Lógico que não posso generalizar, mas as provas de certificações se parecem um pouco com o vestibular. As pessoas ralam de estudar, muitas vezes decoram sem entender o porquê daquilo ser assim e prestam uma prova. Será que as certificações não são estimuladas principalmente pelas escolas preparatórias? Um curso, seja a tecnologia que for, não é nada barato.
Sem pensar no custo, será que realmente terei o retorno esperado adiquirindo aquela certificação? Eu particularmente acredito que a certificação é um motivo para você estudar, mas não apenas com a finalidade de ser reconhecido ou ganhar dinheiro, mas sim pensando no benefício do aprendizado.
Li hoje esse artigo, que talvez expresse melhor meu pensamento. Vale a pena conferir.
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Troca
Hoje símbolo de status e poder. Tido por alguns uma finalidade e solução dos problemas. Mas ao meu ver, não é bem assim.
O dinheiro apareceu como um coringa nas trocas comerciais. Em vez de se pagar um pedaço de carne por algumas frutas ou ferramentas, a sociedade antiga criou um modelo bastante abstrato para melhorar as interações, e assim surgiu a moeda.
Porém, com o tempo apareceram algumas outras faces. Até existem aqueles que dão suas vidas e que tiram vidas por ele, tudo vale para ter mais. E aquela antiga frase: Dinheiro não compra felicidade. E eu concordo. Podemos comprar atitudes, comportamentos e palavras, mas nunca as pessoas. Por mais que consigamos o que queremos através do dinheiro, não foi concedido verdadeiramente.
Feliz é aquele que por meio de seu trabalho consegue traduzir em dinheiro, que posteriormente é trocado por coisas realmente saudáveis, como alimento, saúde, lazer, educação, e outros que, se for citar, não paro nunca.
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Mundo próprio
Tenho observado como virou febre os tais mp3, mp4 e afins players. Hoje qualquer pessoa usa esses aparelhos no dia-a-dia, seja numa sala de espera, no ônibus urbano, andando na rua… Mas o interessante é como que as pessoas desligam do mundo a sua volta quando estão usando seus fones. Quando estamos ouvindo música, sem perceber ignoramos a situação a nossa volta, e agimos apenas como robôs. Parece que se não ouvimos, não vemos. Se não ouvimos, não procure nossa atenção, pois estou fechado no meu mundo.
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Palavra
Minha definição: Conjunto de símbolos denominados letras, que são arranjadas para expressar um significado.
Mas este significado pode variar, pois mais importante que a palavra é o contexto. A palavra pode significar algo bem diferente dependendo do contexto onde ela é usada. Esta também pode ser facilmente confundida isoladamente, como em “Se eu tivesse dinheiro” e em “Ela se presenteou”. Em outras palavras, todos nós temos nomes, mas isto não define quem somos. Assim também é a palavra, que necessita de seu contexto para defini-la.
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Conhecimento tem dono?
Há tempos tenho pensado nesta questão, e acho que ainda não estou certo da resposta.
Existem conhecimentos cruciais hoje para o desenvolvimento de novas técnicas que não sentimor a obrigação de dar algo em troca para seus autores. Temos o exemplo dos teoremas matemáticos, a invenção da roda… Lógico que muitos exemplos não são tão válidos, pois foram construídos, os conhecimentos, há muito tempo, quando ainda não se pensava em conhecimento como um negócio.
Hoje diz-se que é poderoso quem detêm o conhecimento, pois com ele está à frente de outros no desenvolvimento das mais novas técnicas. Existem tamtém leis que garantem a propriedade intelectual e regularizam a cobrança de tributos ao autor para o uso de sua técnica.
Por outro lado existem pessoas que não acham que isso é necessariamente importante. Vejamos o exemplo da comunidade de desenvolvimento livre de software. Estes muitas vezes fazem grandes trabalhos sem cobrar nada.
Pensando nisso tudo, até onde vale a pena cobrar por algo que foi desenvolvido por nós? É interessante passar seus conhecimentos sem querer algo em troca?
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