Arquvo de ‘utilidades’
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VirtualBox e usb
O VirtualBox tem um recurso de acesso à dispositivos USB da máquina host, mas nem sempre é fácil usá-lo. No meu caso, o host é um Slackware 13.1 Linux. O problema é de permissão e simples de se resolver. No início, quando o sistema de arquivos USB (usbfs) é montado, ele normalmente coloca tudo para apenas o root ter controle. A mágica está em alterar isto, usando o grupo plugdev, que no Slackware é usado para dispositivos removíveis.
Primeiramente seu usuário deve estar no grupo. Adicione o usuário que vai usar o VirtualBox no grupo com o seguinte comando, no meu caso, usuário eduardo:usermod -a -G plugdev eduardo
Agora basta uma alteração no fstab. Acrescente a seguinte linha:
usbfs /proc/bus/usb usbfs devgid=83,devmode=660 0 0
Isso fará com que o sistema no início monte o usbfs sendo do grupo do plugdev também, e dando permissão de leitura e escrita para seus membros.
Para resolver isso rapidamente sem reinicializar o sistema, use o seguinte:
mount -o remount,devgid=83,devmode=660 /proc/bus/usb
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swapfile
Para usuários GNU/Linux, é muito comum o termo swap, ou partição swap. Em poucas palavras, ele diz respeito à técnica de extender a memória física, que as vezes não é suficiente, para o disco rígido. No Linux, o subsistema de memória usa um mapeamento virtual da memória, que permite um programa da userspace gravar na memória sem se preocupar onde está fisicamente. Mas este já é assunto para outro post.
Como de costume, logo na instalação de uma distribuição já particionamos o disco de uma tal maneira que uma parte fica reservada para a área de troca, que é a tradução de swap. Alguns usam partições primárias para isto, outros lógicas… Alguns seguem uma regra que diz que “a capacidade do swap deve ser o dobro da memória física”… mas no final, isso fica mesmo é a critério do administrador do sistema.
O problema da partição é que complica no caso de precisar aumentar seu espaço. Para isto, poderia criar outra partição e ativá-la no sistema, mas seria necessário espaço em disco não particionado.
Uma solução rápida para isto seria criar um arquivo de swap, ou swapfile. Para criá-lo é quase igual à uma partição, já que para o Linux, os dispositivos de block são representados como arquivos e, cá entre nós, uma partição nada mais é que um conteiner grande de dados (um arquivão!). Na prática, sua criação ficaria assim:
Gerar um arquivo do tamanho de 512 * 100.000 bytes (100.000 blocos de 512 bytes) contendo apenas zeros:
dd if=/dev/zero of=/tmp/swapfile bs=512 count=100000
Definir o arquivo criado como swap:
mkswap /tmp/swapfile
Ativar o novo arquivo no pool de swap do sistema com prioridade 0 (zero):
swapon -p 0 /tmp/swapfile
Verificar o pool swap do sistema:
swapon -s
Desativar um dispositivo/arquivo swap do sistema:
swapoff /tmp/swapfile
Quanto à performance e aplicabilidade em ambiente de produção, prefiro não opinar, mas acredito ser uma alternativa mais rápida e simples para o aumento da área de troca, swap.
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ssh com chave privada
No mundo Linux o protocolo ssh é muito utilizado para administração remota e transferência segura de arquivos entre hosts, sendo na maioria servidores. Acredito que sua ampla adoção se deve à simplicidade, velocidade e segurança. Por padrão, na maioria das distribuições Linux ele usa autenticação por senha e um par de chaves públicas.
Outro método de autenticação seria por meio de um par de chaves pública e privada. Nesse método, cada cliente possui uma chave privada que o identifica e deve ser protegida. O servidor recebe a chave pública correspondente de cada cliente para autenticar. Desta forma, não há, à princípio, necessidade de senha. Porém, o próprio certificado pode exigir uma senha para ser acessado, mas assim, ele será único para todos os servidores e não haverá tráfego de senha entre servidor e cliente. Vejamos como fazer isto:
No cliente, é preciso gerar as chaves com o seguinte comando:
ssh-keygen
Ele perguntará por uma senha. Caso queira fornecer, digite-a. Caso queira que o acesso seja direto, deixe em branco. Por padrão, ele gerará dois arquivos: ~/.ssh/id_rsa e ~/.ssh/id_rsa.pub. Respectivamente eles são a chave privada e pública em algorítmo RSA. Copie a chave pública para o servidor (assumindo que o IP dele é 10.0.0.8):
scp ~/.ssh/id_rsa.pub 10.0.0.8:~
No servidor, insira a chave pública recém recebida na lista de chaves autorizadas:
cat ~/id_rsa.pub >> ~/.ssh/authorized_keys
Feito isto, basta alterar o modo de autenticação do servidor. Acesse o arquivo de configuração /etc/ssh/sshd_config e altere, acrescente ou descomente as seguintes opções para que confira com o modelo:
# Define autenticação por chave pública RSA. RSAAuthentication yes PubkeyAuthentication yes AuthorizedKeysFile .ssh/authorized_keys # Desabilita autenticação por senha PasswordAuthentication no PermitEmptyPasswords no
Reinicialize o serviço do ssh. No Slackware execute /etc/rc.d/rc.sshd restart. Agora está pronto, basta testar. No cliente, pode-ser conectar usando duas sintaxes:
ssh 10.0.0.8
Use o exemplo acima caso o nome do arquivo e caminho da chave seja o padrão, ~/.ssh/id_rsa. Se for diferente, a seguinte sintaxe será necessária:
ssh -i <caminho completo para chave privada> 10.0.0.8
Para mais informações, o bom e velho man sempre ajuda.
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libvirt e LVM2
Uma ótima forma de criar uma estrutura para suportar máquinas virtuais é a parceria entre libvirt e LVM2. No meu caso em específico, uso o emulador qemu-kvm para rodar minhas máquinas virtuais. A seguir, apresentarei como se cria um pool de volumes lógicos no libvirt e como converter máquinas já criadas em arquivos de imagens.
Antes de tudo, é necessário que já tenha sido criado um grupo virtual. Como isso não está no escopo do post, recomendo navegar por esse howto. Com o grupo criado e ativado, vamos criar a definição do pool para o libvirt. Abra um editor de texto, como o vim, e coloque nele o seguinte texto:
<pool type='logical'> <name>logical</name> <source> <device path='/dev/sdb1'/> <name>logical</name> <format type='lvm2'/> </source> <target> <path>/dev/logical</path> </target></pool>
Nesse exemplo, vamos assumir que a partição que compõe o grupo logico é o /dev/sdb1. Após, salve com um nome sugestivo, como por exemplo logical.xml. Agora só resta registrar no libvirt.
virsh pool-define logical.xml
Mesmo registrado, o sistema ainda não ativou o pool. É recomendado que ele seja marcado como autostart, para que caso o libvirt pare, ele ative automaticamente o pool. Para isto, basta os seguintes comandos:
virsh pool-autostart logical virsh pool-start logical
Com o pool inicializado, agora só resta criar um volume lógico dentro dele:
virsh vol-create-as logical disco_teste 10GB
Este comando criará um volume lógico de nome disco_teste no grupo logical tendo como capacidade 10GiB
Convertendo arquivos de imagens em volumes lógicos
Caso já tenha uma máquina virtual configurada em um arquivo de imagem nos formatos suportados pelo qemu, basta convertê-lo usando o próprio qemu-img para o formato desejado. Na versão 0.12.4 os formatos suportados são: cow, qcow, vdi, vmdk, cloop, dmg, bochs, qcow2, host_device, raw entre outros.
Antes de começar, é preciso criar um volume lógico com o mesmo tamanho da imagem existente. Para ter o valor correto, use a ferramenta qemu-img para saber o tamanho total da imagem:
qemu-img info disco.img
Ele retornará algo como:
image: disco.img file format: qcow2 virtual size: 10G (10737418240 bytes) disk size: 4.0G cluster_size: 65536
Veja que, embora o arquivo tenha tamanho de 4GB, ele pode crescer até o tamanho virtual, que é de 10GB para esta imagem. Agora, crie um volume lógico com este tamanho seguindo o modelo logo acima.
Eu conheço duas formas de levar o arquivo de imagem para um volume lógico. A primeira é usando o qemu-img para já gravar a imagem no volume:
qemu-img convert -f qcow2 -O host_device disco.img /dev/logical/disco_teste
Ou então, com uma etapa a mais, e portanto mais demorada, transformando a imagem do formato nativo para raw e depois transferindo os dados de forma bruta para o volume com o dd:
qemu-img convert -f qcow2 -O raw disco.img disco.raw dd if=disco.raw of=/dev/logical/disco_teste
O resultado de ambos é o mesmo. Desde que tenha um domínio registrado com esse disco, agora é só usar o volume lógico recém criado. A definição de um disco em volume lógico segue o modelo:
<devices> ... <disk type='block' device='disk'> <source dev='/dev/logical/disco_teste'/> <target dev='sdc' bus='scsi'/> </disk> ... </devices>
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LVM2 Snapshot
Nessas ultimas semanas andei procurando por uma solução eficiente para backups de discos, se possível, usando imagens. Eis que conheço o recurso de snapshot do LVM2. Ele é bastante fácil de usar, mas, é lógico, você precisa de uma partição no seu disco do tipo LVM, tipo 8e.
Tendo isto em mãos, basta criar um grupo de volumes lógicos do tamanho desejado na nova partição LVM. Isso pode ser feito com o seguinte comando:
vgcreate logical /dev/sdb1
No meu caso, eu não especifiquei o tamanho máximo do grupo, portanto ele pega todo o espaço disponível em sdb1. A grosso modo, o grupo de volumes lógicos está para um disco físico assim como os volumes lógicos estão para as partições. A diferença é que a virtualização do disco permite um ambiente mais flexível e simples.
Com o grupo pronto, basta adicionar os volumes. Meu disco tem 80GB, e para teste vou gerar um volume de 10GB chamado teste no grupo logical:
lvcreate -L10G -n teste logical
Pronto! Agora pode verificar que existe um dispositivo de bloco criado em /dev/logical/teste. Ele representa o volume lógico. Ele se comporta como um dispositivo de bloco comum, e portanto, pode ser tratado como um. Para conseguir usar, esse volume precisa ser formatado. Eu costumo usar o raiserfs, mas pode ser usado ext3, ext4, xfs…
mkreiserfs /dev/logical/teste mount -t reiserfs /dev/logical/teste /mnt/tmp
O volume agora pode ser usado normalmente. É só acessar o ponto de montagem /mnt/tmp. Com o ambiente todo pronto, agora vamos ao que interessa, o snapshot. Assumindo que o volume está em plena produção, vamos simular uma situação de backup online, que é a aplicação mais óbvia que vejo neste recurso. Para melhor entendimento, vamos analisando os passos seguintes:
lvcreate -L 500M -s -n backup /dev/logical/teste
Isso fará com que seja criado um volume lógico de 500MB, de nome backup e tipo snapshot do volume já existente /dev/logical/teste. O tamanho do snapshot é claramente menor que o volume original, e isso não está errado. No momento em que o snaphot é criado, o sistema ‘congela’ o volume original para que possamos trabalhar com ele sem que haja alterações, e o tamanho do snapshot representa o volume de alterações que ele permitirá que o sistema em produção faça nesse volume sem que seja prejudicado. A grosso modo, é como se fosse um buffer de alterações, que são armazenadas sem serem efetivadas no volume original. Para aqueles que conhecem o sistema de arquivamento e hotbackup de SGBDs, é a mesma coisa.
Muitos dão exemplos de backups usando snapshots montando o volume snapshot e copiando os arquivos com cp, compactando com tar e gz, mas eu normalmente crio uma imagem completa com o dd. De qualquer forma, apresentarei ambos abaixo:
Tar e gz
mount -t reiserfs /dev/logical/backup /mnt/tmp0 tar cf ~/backup.tar.gz /mnt/tmp0
dd
dd if=/dev/logical/backup of=~/backup.img
Depois do backup, basta remover o snapshot que as alterações serão aplicadas.
lvremove -f /dev/logical/backup
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diff binário
Estava eu procurando por uma solução de patch binário para compor uma parte do meu sistema de backups. Pois bem, embora não seja o cerne de tudo, vou explicar meu cenário para que seja melhor entendido.
Eu estou trabalhando com máquinas virtuais com imagens de discos em volumes lógicos (LVM). Usando o recurso de snapshot do LVM, que é assunto para outro post, eu estava copiando inteiramente a imagem para um backup, através do comando dd. O problema é ter que fazer uma cópia full da imagem a cada backup. Minha máquina de teste tem 10GB, mas imagina um servidor em produção, que pode ter várias dezenas de GBs… Fica inviável o backup deste jeito. Assim começou a busca por uma solução de calcular a diferença entre os dois binários, imagem de produção e a backup, para assim gerar um patch com somente o necessário para transferir ao servidor de backup. Após, eu precisaria aplicar este patch e assim atualizar a iamgem.
Pesquisando no oráculo Google, encontrei este site. Lá pude baixar dois fontes, bsdiff e bspatch. Esses são versões ‘binárias’ do GNU diff e patch. Depois de baixar, compilei usando o Makefile do próprio pacote. Como ele foi feito para os *BSD, o formato do Makefile é um pouco diferente. Para compilar direitinho, crie um arquivo chamado Makefile.patch no mesmo diretório do fonte. Dentro dele, coloque o seguinte conteúdo:
--- Makefile 2010-06-28 14:52:42.351369894 -0300 +++ Makefile.gnu 2010-06-28 14:53:29.883369968 -0300 @@ -1,4 +1,5 @@ CFLAGS += -O3 -lbz2 +INSTALL ?= /bin/install PREFIX ?= /usr/local INSTALL_PROGRAM ?= ${INSTALL} -c -s -m 555 @@ -10,6 +11,6 @@ install: ${INSTALL_PROGRAM} bsdiff bspatch ${PREFIX}/bin -.ifndef WITHOUT_MAN +ifndef WITHOUT_MAN ${INSTALL_MAN} bsdiff.1 bspatch.1 ${PREFIX}/man/man1 -.endif +endifSalve o arquivo e aplique o patch da seguinte forma:
patch -p0 < Makefile.patch
Depois disso, é só instalar:
make install
Para testar, fiz o seguinte: copiei para uma pasta os binários /bin/ls e /bin/bash. Lá, calculei a diferença usando o bsdiff:
/usr/local/bin/bsdiff ls bash teste
Assim, foi criado o arquivo binário teste, que é a diferença entre ls e bash, ou seja, um patch. Depois, eu resolvi aplicar este patch no próprio ls. Assim, eu faria este ls se transformar no bash.
/usr/local/bin/bspatch ls ls_patched teste
Realmente, aconteceu como eu esperava. O comand bspatch gerou um binário ls_patched, que é o resultado do ls + teste. E adivinha, ele é exatamente o bash. Executa direitinho.
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Liberar espaço
De vez em quando, a partição root, ou / (barra), fica perto de usar sua capacidade máxima, e para que o sistema não pare, é preciso liberar um pouco de espaço. De cara, eu sempre penso no diretório /tmp. Claro, se ele fizer parte da mesma partição do /. Para solucionar temporariamente o problema de espaço, eu excluo os arquivos temporários que não foram usados desde uma certa data. Para isto, o comando find é bastante útil. Como exemplo, no meu laptop, eu rodo a seguinte sentença:
$ sudo find /tmp -atime +1 -exec rm -rfv{} \;Isto faz com que ele busque no diretório /tmp todos os arquivos que tem a data de acesso maior que 1 dia no passado e submete-o ao comando rm, para removê-lo. A data pode ser modificada alterando o parâmetro +1 do atime. Caso coloque +2, serão buscados os arquivos com mais de 2 dias de acesso. Para mais informações, sempre existe o man.
$ man find
Outro utilitário bom para ajudar na busca por maior espaço livre é o du (disk usage). Ele faz uma somatória do uso de cada diretório e subdiretório. Dois parâmetros que sempre uso são: -h, para traduzir o espaço usado para unidades mais legíveis (GB, MB…); –max-depth=n, que diz ao du para correr até o nível n. Exemplo de uso:
$ sudo du -h --max-depth=1 /tmp
Ou seja, some o uso de todos os diretórios e subdiretórios de /tmp, porém só me exiba até o primeiro nível, de maneira legível.
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