Arquvo de ‘curiosidade’

  • swapfile

    Data:2010.07.21 | Categoriacuriosidade, linux, utilidades | Resposta:0

    Para usuários GNU/Linux, é muito comum o termo swap, ou partição swap. Em poucas palavras, ele diz respeito à técnica de extender a memória física, que as vezes não é suficiente, para o disco rígido. No Linux, o subsistema de memória usa um mapeamento virtual da memória, que permite um programa da userspace gravar na memória sem se preocupar onde está fisicamente. Mas este já é assunto para outro post.

    Como de costume, logo na instalação de uma distribuição já particionamos o disco de uma tal maneira que uma parte fica reservada para a área de troca, que é a tradução de swap. Alguns usam partições primárias para isto, outros lógicas… Alguns seguem uma regra que diz que “a capacidade do swap deve ser o dobro da memória física”… mas no final, isso fica mesmo é a critério do administrador do sistema.

    O problema da partição é que complica no caso de precisar aumentar seu espaço. Para isto, poderia criar outra partição e ativá-la no sistema, mas seria necessário espaço em disco não particionado.

    Uma solução rápida para isto seria criar um arquivo de swap, ou swapfile. Para criá-lo é quase igual à uma partição, já que para o Linux, os dispositivos de block são representados como arquivos e, cá entre nós, uma partição nada mais é que um conteiner grande de dados (um arquivão!). Na prática, sua criação ficaria assim:

    Gerar um arquivo do tamanho de 512 * 100.000 bytes (100.000 blocos de 512 bytes) contendo apenas zeros:

    dd if=/dev/zero of=/tmp/swapfile bs=512 count=100000

    Definir o arquivo criado como swap:

    mkswap /tmp/swapfile

    Ativar o novo arquivo no pool de swap do sistema com prioridade 0 (zero):

    swapon -p 0 /tmp/swapfile

    Verificar o pool swap do sistema:

    swapon -s

    Desativar um dispositivo/arquivo swap do sistema:

    swapoff /tmp/swapfile

    Quanto à performance e aplicabilidade em ambiente de produção, prefiro não opinar, mas acredito ser uma alternativa mais rápida e simples para o aumento da área de troca, swap.

  • diff binário

    Data:2010.06.28 | Categoriacuriosidade, linux, utilidades | Resposta:0

    Estava eu procurando por uma solução de patch binário para compor uma parte do meu sistema de backups. Pois bem, embora não seja o cerne de tudo, vou explicar meu cenário para que seja melhor entendido.

    Eu estou trabalhando com máquinas virtuais com imagens de discos em volumes lógicos (LVM). Usando o recurso de snapshot do LVM, que é assunto para outro post, eu estava copiando inteiramente a imagem para um backup, através do comando dd. O problema é ter que fazer uma cópia full da  imagem a cada backup. Minha máquina de teste tem 10GB, mas imagina um servidor em produção, que pode ter várias dezenas de GBs… Fica inviável o backup deste jeito. Assim começou a busca por uma solução de calcular a diferença entre os dois binários, imagem de produção e a backup, para assim gerar um patch com somente o necessário para transferir ao servidor de backup. Após, eu precisaria aplicar este patch e assim atualizar a iamgem.

    Pesquisando no oráculo Google, encontrei este site. Lá pude baixar dois fontes, bsdiff e bspatch. Esses são versões ‘binárias’ do GNU diff e patch. Depois de baixar, compilei usando o Makefile do próprio pacote. Como ele foi feito para os *BSD, o formato do Makefile é um pouco diferente. Para compilar direitinho, crie um arquivo chamado Makefile.patch no mesmo diretório do fonte. Dentro dele, coloque o seguinte conteúdo:

    --- Makefile    2010-06-28 14:52:42.351369894 -0300
    +++ Makefile.gnu        2010-06-28 14:53:29.883369968 -0300
    @@ -1,4 +1,5 @@
     CFLAGS         +=      -O3 -lbz2
    +INSTALL                ?=      /bin/install
    
     PREFIX         ?=      /usr/local
     INSTALL_PROGRAM        ?=      ${INSTALL} -c -s -m 555
    @@ -10,6 +11,6 @@
    
     install:
            ${INSTALL_PROGRAM} bsdiff bspatch ${PREFIX}/bin
    -.ifndef WITHOUT_MAN
    +ifndef WITHOUT_MAN
            ${INSTALL_MAN} bsdiff.1 bspatch.1 ${PREFIX}/man/man1
    -.endif
    +endif
    

    Salve o arquivo e aplique o patch da seguinte forma:

    patch -p0 < Makefile.patch

    Depois disso, é só instalar:

    make install

    Para testar, fiz o seguinte: copiei para uma pasta os binários /bin/ls e /bin/bash. Lá, calculei a diferença usando o bsdiff:

    /usr/local/bin/bsdiff ls bash teste

    Assim, foi criado o arquivo binário teste, que é a diferença entre ls e bash, ou seja, um patch. Depois, eu resolvi aplicar este patch no próprio ls. Assim, eu faria este ls se transformar no bash.

    /usr/local/bin/bspatch ls ls_patched teste

    Realmente, aconteceu como eu esperava. O comand bspatch gerou um binário ls_patched, que é o resultado do ls + teste. E adivinha, ele é exatamente o bash. Executa  direitinho.

  • Liberar espaço

    Data:2010.06.21 | Categoriacuriosidade, linux, utilidades | Resposta:1

    De vez em quando, a partição root, ou / (barra), fica perto de usar sua capacidade máxima, e para que o sistema não pare, é preciso liberar um pouco de espaço. De cara, eu sempre penso no diretório /tmp. Claro, se ele fizer parte da mesma partição do /. Para solucionar temporariamente o problema de espaço, eu excluo os arquivos temporários que não foram usados desde uma certa data. Para isto, o comando find é bastante útil. Como exemplo, no meu laptop, eu rodo a seguinte sentença:

    $ sudo find /tmp -atime +1 -exec rm -rfv{} \;

    Isto faz com que ele busque no diretório /tmp todos os arquivos que tem a data de acesso maior que 1 dia no passado e submete-o ao comando rm, para removê-lo. A data pode ser modificada alterando o parâmetro +1 do atime. Caso coloque +2, serão buscados os arquivos com mais de 2 dias de acesso. Para mais informações, sempre existe o man.

    $ man find

    Outro utilitário bom para ajudar na busca por maior espaço livre é o du (disk usage). Ele faz uma somatória do uso de cada diretório e subdiretório. Dois parâmetros que sempre uso são: -h, para traduzir o espaço usado para unidades mais legíveis (GB, MB…); –max-depth=n, que diz ao du para correr até o nível n. Exemplo de uso:

    $ sudo du -h --max-depth=1 /tmp

    Ou seja, some o uso de todos os diretórios e subdiretórios de /tmp, porém só me exiba até o primeiro nível, de maneira legível.

  • CPU flags

    Data:2010.06.02 | Categoriacuriosidade, hardware, linux | Resposta:0

    Pelo tanto que venho lendo sobre virtualização e propriedades dos processadores, resolvi ir um pouco mais a fundo para saber o que significam aqueles nomes estranhos de instruções. No Linux pode-se verificar o conteúdo do arquivo /proc/cpuinfo:

    
    $ grep flags /proc/cpuinfo
    flags           : fpu vme de pse tsc msr pae mce cx8 apic sep mtrr pge mca cmov pat pse36 clflush mmx fxsr sse sse2 ht syscall nx mmxext fxsr_opt rdtscp lm 3dnowext 3dnow rep_good extd_apicid pni cx16 lahf_lm cmp_legacy svm extapic cr8_legacy 3dnowprefetch lbrv
    

    As mais comuns que vi referências foram: PAE (Physical Address Extensions) que permite endereçamento de memória acima de 4GB; HT (Hyper Threading) que permite um núcleo de processador possuir duas filhas de processamento, simulando assim processamento paralelo; LM (Long Mode) que indica presença de instruções x86_64; entre outros que podem ser encontrados neste endereço.

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